Dicas para executar um saque veloz

A velocidade da bola de tênis no saque

O saque no tênis de campo é o movimento no qual se inicia o rally, constitui-se em elemento técnico altamente determinante no rendimento do praticante, onde este possui total controle durante a execução desta habilidade fechada. A importância do saque dentro do contexto do tênis tende a continuar evoluindo com dependência em muitas variáveis: métodos de treinamento, técnica, equipamentos, entre outros fatores condicionantes e determinantes.

O saque é muito estudado dentro da literatura, no que difere quanto à velocidade e método de execução, visando melhorar o desempenho do atleta, pois é considerado um dos movimentos mais importantes de uma partida, e vai ganhando cada vez mais velocidade no tênis moderno.

O saque é um grande definidor de pontos no tênis de campo, onde o atleta que possui bom desempenho (precisão e potência) pode garantir 50% dos “games” jogados. Em média a velocidade do saque, atinge 200 a 220,0 km/h, mas alguns atletas são capazes de ultrapassar essa média, como o norte-americano Andy Roddick, com a marca de 249,4 km/h e o gigante croata Ivo Karlovic, que em Março de 2011, acertou um serviço de 251 km/h.

Mas o recorde do saque mais rápido da história do tênis, pertence ao australiano Samuel Groth que conseguiu o feito em um torneio da série Challenger na Coreia do Sul. Groth acertou um ace a 263 km/h, durante uma partida válida pelas oitavas de final do challenger de Busan, contra o bielorusso Uladzimir Ignatik. No mesmo jogo, o australiano encaixou saques a 253 km/h, 255 km/h e um de 263,0 km/h (recorde do saque mais rápido do mundo).

Ficha Técnica:
Nome Completo: Samuel Groth
Idade: 25 (1987/10/19)
Local de Nascimento: Narrandera, Austrália
Residência: Melbourne, Austrália
Altura: 1,94 m
Peso: 93 kg
Empunhadura: Destro

A medição da velocidade

Para saber a velocidade da bola no momento do saque, é utilizado um radar que fica instalado a 6,7 metros da linha de fundo da quadra. Esse radar emite um sinal em determinada frequência (10,525 megahertz), que dura desde o momento em que a bola é arremessada até ser rebatida pela raquete. O sinal bate na bola e volta para o radar com a frequência alterada devido ao próprio movimento da bola. Um computador ligado ao radar informa, de acordo com a variação da frequência, qual a velocidade da bola. A medição é feita de uma distância que vai de 3 pés (91,44 centímetros) a 7 pés (213,36 centímetros) à frente do tenista.

Dicas para executar o saque

A execução do saque é de difícil domínio, uma vez que os braços prescrevem padrões de movimento e ritmos diferentes entre si e também devem sincronizar-se aos movimentos dos membros inferiores e do tronco.

Quanto ao movimento dos MMSS (membros superiores) no saque, temos:

Início: Elevar a raquete com sua mão direita para cima e para trás até o momento em que o cotovelo estiver mais alto que o ombro, deixando a cabeça da raquete voltada para trás e para baixo;
Aceleração: Imprimir a máxima velocidade na raquete para cima até o ponto de impacto na bola, projetando-a para frente (como se estivesse lançando uma pedra);
Finalização: Após a aceleração e a perda do contato com a bola, o atleta deverá terminar com a raquete sempre ao lado esquerdo (saque chapado ou slice), cruzando o braço pela frente do corpo, com a cabeça da raquete terminando voltada para baixo e para trás.
A potência do saque está aliada à velocidade da raquete no momento do impacto com a bola. Em ordem de importância, a maior contribuição para a velocidade da raquete no saque é: rotação interna de braço, flexão do punho, velocidade de braço e ombro e transferência do corpo para frente, pronação do braço, rapidez do giro da cintura e movimento do ombro para frente.

O posicionamento dos pés também é importante. O direito (se o jogador for destro) deve ficar próximo à linha. O esquerdo, de forma paralela, um pouco mais recuado. O lançamento da bola deve ser feito sempre um pouco à frente da linha da cabeça para que o impacto seja mais consistente, pegando a bola na descida.

Existe também um consenso entre técnicos e tenistas de que a altura é um ponto fundamental para que se obtenha velocidades expressivas no saque, de forma constante e não eventual. A explosão da raquete de cima para baixo é muito maior. A bola alonga sua trajetória e adquire uma velocidade final maior. Ser alto, porém, não é garantia de um saque excepcional.

O piso das quadras favorece muito na velocidade final da bola, como por exemplo, a grama de Wimbledon. Mas existem outros fatores que influenciam positivamente para um saque veloz, como: a empunhadura, a força do braço e do ombro, o giro da cintura e a transferência do peso do corpo sobre a raquete.

 

Fonte: http://www.jogandotenis.com.br/